Com felicidade, no dia 17 de julho concluímos mais uma edição do curso de Introdução à programação do Minas Programam. Em comemoração, no dia 19 realizamos a formatura presencial para todas as alunas da Capital e Região Metropolitana de São Paulo.

41 mulheres, entre 14 e 44 anos, todas  autodeclaradas negras (pretas e pardas), e/ou indígenas e/ou de origem asiática, concluíram o curso e obtiveram o certificado. 

O curso contou com a participação de mulheres de todas as regiões do país. Tivemos  alunas de diversos municípios de São Paulo, do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo, Pará, Bahia, Paraíba, Amazonas, Paraná, e outros estados.

Nesta edição, a carga horária do curso foi ampliada para 120 horas e foram oferecidas monitorias para acompanhamento individual das alunas, como forma de garantir que todas tivessem o suporte necessário para a conclusão do curso.  

Numa jornada de quatro meses, o curso possibilitou o desenvolvimento de uma perspectiva crítica, antirracista e feminista da tecnologia, tratando de temas como raça, gênero e tecnologia, possibilitando reflexões sobre a construção de uma rede de contatos, transição de carreira,  entre outros temas relevantes.  

O conteúdo técnico do curso foi atualizado (UX, Prototipação, UI (interface), Frontend, Frontend – HTML, Front End – CSS, Versionamento de Códigos, Software Livre, Infraestrutura, Projetos, Lógica de Programação I, II e III, etc.) e houve estímulo e acompanhamento para a  ideação e desenvolvimento de uma landing page como projeto final de curso.

Ao concluírem o curso, 69% das alunas avaliam a familiaridade e o conhecimento em tecnologia no geral como excelente e bom, somente 31% avaliam como regular. Também, mais da metade das alunas avaliam as suas habilidades em programação como ótimas e boas após o curso, menos de 3% delas avaliam como ruins as suas habilidades em programação após o curso.

 

  • 95,4 % das alunas sentem segurança para darem continuidade ao aprendizado em programação após o curso, sendo que mais de 90% delas planejam  investir em uma carreira na área de tecnologia após o curso.
  • 76,7% das alunas se sentiram muito bem (ótimas) durante o curso, 18,6% se sentiram bem, e somente 4,7% se sentiram regular.
  • 88,4% das alunas concluíram o curso entendendo estar por dentro das discussões sobre as relações entre tecnologia, gênero e raça.
  • 88,4% das alunas também concluíram o curso sentindo pertencer a uma rede de apoio de mulheres que trabalham na tecnologia. De uma forma geral, 93% das alunas avaliam o curso como excelente, e 7% como bom.

Vejam abaixo fotos da celebração de formatura, pela fotógrafa Débora Oliveira.

Eu sou a Letícia e apesar de ser da área da tecnologia, eu curso Engenharia Mecânica na USP, nunca me senti tão pertencente ao meio, por ser um ambiente majoritariamente masculino e elitista. Mulher Trans, preta, nordestina e periférica, encontrei no Minas Programam o verdadeiro abraço e acolhimento. A possibilidade de me capacitar, aprender com outras mulheres com trajetórias incríveis e acredito que esse seja o principal diferencial do Minas. Do Minas eu levo além da programação, levo que nós, mulheres, somos todas singulares em nossas pluralidades.

Aluna Letícia da Hora

Olá! Meu nome é Joyce e fui aluna desta última edição do curso Introdução à Programação oferecido pelo Minas Programam. Conheci o curso por indicação em um grupo da faculdade. Ao fazer a inscrição, eu não tinha expectativas, mas sim receios, pois não sabia o que esperar do curso, se ele seria igual a outros cursos, se conseguiria acompanhar os conteúdos. Mas logo na primeira aula entendi que nada disso aconteceria. Ao longo do curso, pude perceber que os momentos de aula iam além do simples objetivo de cumprir um cronograma. Muitas vezes as professoras tiravam um tempo para falar sobre suas jornadas no mundo da tecnologia, e isso me fez enxergar que a minha jornada era muito parecida com a delas e que a transição de carreira é possível. Nas aulas, eu me sentia super acolhida, podendo falar e tirar qualquer tipo de dúvida, já que sabia que não seria julgada e sempre teria uma resposta. O Minas Programam é conexão, direção, acolhimento e felicidade.

Aluna Joyce S. Lima

Participar do Minas Programam foi uma das experiências mais transformadoras da minha trajetória profissional e pessoal. Iniciei o curso com muita vontade de aprender e entender melhor o universo da tecnologia  e encontrei muito mais do que isso: uma rede de apoio, acolhimento e incentivo formada por mulheres incríveis, que compartilham sonhos, desafios e conquistas.

Ao longo da capacitação, desenvolvi habilidades práticas em lógica de programação, versionamento com Git, fundamentos de backend e estruturação de projetos com HTML, CSS e JavaScript. Mais do que aprender a programar, aprendi a acreditar no meu potencial como mulher negra, nordestina e periférica, que está construindo um novo caminho na área de tecnologia.

Depois do Minas, mudei minha forma de pensar sobre as possibilidades dentro da tecnologia. Entendi que essa porta também pode ser acessada por mim e é nela que quero seguir, construindo minha transição de carreira com propósito e pertencimento. Sei que posso contar com a rede de apoio do Minas, desde as professoras até as colegas de turma. Sigo em constante aprendizado, mas agora com mais confiança e vontade de abrir caminhos para mim e para outras pessoas como eu.

Aluna Bruna Oliveira Góis

O curso do minas foi um grande marco para a minha decisão de me aprofundar ainda mais na tecnologia, compreender que é possível apesar de todas as dificuldades, ouvir relatos que me impulsionaram fez toda a diferença para mim. O minas não foi apenas um curso para aprender tecnologia, foi e é um espaço de acolhimento e motivação, muito obrigada por todo o tempo e carinho que vocês dedicaram para essa edição, saio dela acreditando muito mais na minha capacidade! 

Aluna Elisabeth Ribeiro

Ao final de mais uma edição, é hora de mais uma vez agradecer à equipe Minas Programam pelo empenho e compromisso, às professoras e monitoras pela dedicação e brilhantismo nas aulas e no apoio às alunas.

É hora de agradecer também  ao Fundo Malala pelo apoio financeiro e à Thoughtworks pela doação de computadores para nossas alunas.

Por fim, também agradecemos às alunas pela confiança em nosso trabalho, pois 100% das alunas recomendam o curso do Minas para outras mulheres pretas e/ou periféricas!

E agora, vamos começar a preparar a próxima edição!