24 de janeiro de 2016 na #PaulistaAberta

Para celebrar o aniversário de São Paulo, o projeto #MinasProgramam e as Secretarias Municipais de Políticas para as Mulheres e de Cultura convidam a todas a participar da caminhada coletiva #MinasProgramamSP, durante a qual vamos celebrar e conhecer a história de grandes mulheres, porém pouco lembradas pela memória paulistana. A atividade acontecerá no dia 24 de janeiro, a partir das 14h, e o trajeto previsto inclui pontos emblemáticos para debater gênero, tecnologia e ocupação da cidade. Durante a caminhada #MinasProgramamSP também conversaremos sobre ciência, teatro, política, e outros temas sob uma perspectiva feminista. Ao final do percurso, o ‪#‎KDmulheres‬ realizará um bate-papo com as escritoras Carol Rodrigues (autora de “Sem vista para o mar”, livro ganhador do prêmio Jabuti), Aline Valek (alinevalek.com) e Clara Averbuck (“Máquina de pinball”, “Vida de gato”, “Cidade grande no escuro”, entre outros). Cada uma vinda de um lugar do Brasil, todas radicadas e construindo suas carreiras de escrita em São Paulo, elas vão contar sobre como é escrever em meio ao caos da maior metrópole brasileira. A mediação de Laura Folgueira. O coletivo Filhas da Rua (Evelyn Queiroz, Beatriz Araújo, Aline Souza, Mayara Ramos) irá grafitar 5 painéis durante o papo.

O objetivo da caminhhada é envolver coletivos de mulheres, iniciativas de mapeamento histórico-cultural da cidade, associações de moradores, artistas, hackers, pesquisadoras, escritoras, jornalistas e cidadãs no resgate da história das mulheres.

Não é necessário fazer inscrição.

Dia: 24 de janeiro de 2016, a partir das 14h

Onde: Avenida Consolação X #PaulistaAberta]

Trajeto: Avenida Angélica, Rua Augusta, Parada LBT, MASP, Parque Trianon, Teatro Gazeta, Brigadeiro, Casa das Rosas.

Conheça algumas das mulheres homenageadas:

Carlota Pereira de Queirós

Nas eleições de 1933, a médica, escritora e pedagoga Carlota Pereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira.

Bertha Lutz

A bióloga Bertha Maria Júlia Lutz foi uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil, responsável direta pela articulação política que resultou nas leis que deram direito de voto às mulheres e igualdade de direitos políticos nos anos 20 e 30.

Tarsila do Amaral

Tarsila nasceu no interior de São Paulo, em 1886. A pintora e desenhista foi uma das figuras centrais da primeira fase do movimento modernista no Brasil, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu (1928), inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.

Pérola Byington

Pérola Byington criou serviços de clínica geral, higiene infantil e pré-natal. Organizou parques, creches, bibliotecas infantis e patrocinou a criação de um lactário.

Angélica, Antonia e Veridiana

Dona Angélica, Dona Antonia e Dona Veridiana são nomes que não apenas marcam a história da cidade de São Paulo como marcam a própria ocupação das adjacências da atual Avenida Paulista. Foram mulheres de tradicionais famílias aristocratas.

Lina Bo Bardi

Lina nasceu na Itália, onde estudou arquitetura na Universidade de Roma. Em 1946, se casa com o jornalista Pietro Maria Bardi e parte para o Brasil.

Mulheres no espaço público

A “noite” paulistana ganhou notoriedade na Belle Époque, e transformou a cidade completamente no começo do século XX.

Ruth Escobar

Nascida em 1936 em Porto, Portugal, Ruth Escobar é uma das notáveis personalidades do teatro brasileiro. Uma das criadoras do Teatro Popular Nacional, no qual um caminhão com palco percorria a periferia de São Paulo apresentando espetáculos gratuitos de autores brasileiros.

Pagu

Foi escritora, jornalista, tradutora, militante, poeta, diretora de teatro. Desde muito jovem, o comportamento da Pagu sempre desafiou os padrões do patriarcado.

Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus é uma das maiores escritoras brasileiras, conhecida principalmente pelo livro “Quarto de despejo”, publicado em 1960 e hoje traduzido para 13 idiomas.

Tomie Ohtake

Tomie Ohtake nasceu em Kyoto, no Japão, em 1913, onde fez seus estudos. Em 1936 chegou ao Brasil para visitar um de seus cinco irmãos. Impedida de voltar, devido ao início da Guerra do Pacífico, acabou ficando no país. Casou-se, criou seus dois filhos, e com quase 40 anos começou a pintar.

Ruth Cardoso

Na década de 50, com vinte e poucos anos, Ruth Cardoso se envolveu no estudo de movimentos feministas, étnico-raciais e de orientação social, no escopo do que chamava de “novos movimentos sociais”.

Ruth de Souza

Apesar de não ser paulista, Ruth de Souza merece espaço nessa parada por ser quem abriu espaço para atores e atrizes negras na dramaturgia brasileira, tanto no teatro como no cinema.

Ocupações e resistências das mulheres negras

Esse ponto da caminhada espera colocar em debate as diferentes ocupações e resistências ocorridas na cidade de São Paulo em fins do século XIX e início do século XX por parte de um setor social que não é lembrado frequentemente quando tratamos deste recorte temporal e espacial: as mulheres negras trabalhadoras.

Ruth Rachou

A história de Ruth Rachou se funde com a história da dança moderna no Brasil. Nasceu em São Paulo em 17 de agosto de 1927, mesmo ano em que Isadora Duncan morreu.

Vange Leonel

Maria Evangelina Leonel Gandolfo nasceu em 4 de maio de 1963, aqui em São Paulo. Mais conhecida como Vange Leonel, foi cantora, ativista LBT e escritora. Começou sua carreira musical na banda pós-punk Nau, fundada em 1985.